terça-feira, 31 de julho de 2012

UMA PONTE ENTRE A INDIFERENÇA E A ADMIRAÇÃO

Há alguns dias atrás, na sala de embarque do aeroporto de Cumbica em SP, num passeio pela LIVRARIA SARAIVA, resolvi folhear um livro que sinceramente até então não me despertara nenhuma vontade de lê-lo.
Atraído pelo prefácio de 5 páginas do emblemático Eliezer Batista, com quem tive o prazer de viver uma experiência quase inenarrável em Belém do Pará, quando fui presenteado com uma conversa de alguns minutos impagáveis após um evento na FIEPA quando a lenda Eliezer Batista foi homenageado e motivado pelas suas palavras, resolvi comprar e ler o livro "O X DA QUESTÃO" de autoria do Eike Batista, o maior empreendedor brasileiro.
Até então tinha uma visão do Eike como se fora um empresário "virtual", com extrema habilidade de transformar projetos em cifras extraordinárias, vaidoso e de métodos questionáveis.
Entretanto me deparei com uma história tremendamente inspiradora, que mudou de forma significativa a imagem que tinha e que ajudou muito na concepção da base referencial para o planejamento estratégico da nossa empresa no último final de semana.
Eliezer Batista foi uma espécie de cacheiro viajante da mineração quando principal executivo da Vale à época e por conta das inúmeras viagens, o Eike morou na Suíça, Bélgica, Alemanha. Com a volta do pai para o Brasil, ele ficou na Europa e para viver passou a vender seguros porta a porta.
Lendo na Revista Manchete na época acerca da corrida do OURO no Brasil, resolveu voltar para conquistar um grande espaço neste mercado.
Sem dinheiro, pediu 500 mil dólares emprestados a dois joalheiros do RJ que sem muitas garantias e sem exitar, decidiram emprestar. Ele se mandou para a Amazônia, conseguiu alguns primeiros avanços e traído pelo sócio perdeu este capital inicial. Voltou aos joalheiros para dar a notícia e saiu de lá com mais 500 mil dólares e desta vez com um novo plano na mente.
Embrenhou-se no meio da selva, desenvolveu uma máquina de extração de ouro num lugar inóspito, montou uma engenharia de logística incrível e aos 23 anos já possuía 6 milhões de dólares.
Daí em diante uma curva ascendente vertiginosa. Implantou minas em vários países do Mundo, venceu batalhas que para uma pessoa normal seriam tarefas impossíveis, com destaque para uma grande mina no Chile (La Coipa), que o fez Presidente Executivo de umas das grandes mineradoras do mundo com sede no Canadá, apostando em projetos que o conselho de administração não apostava e provando o seu incrível faro e sua incrível visão para o negócio, gerando um ganho de 20 Bilhões de dólares e chegando assim ao seu primeiro BILHÃO DE DÓLARES.
A partir de então resolveu Empreender no Brasil construindo o seu Grupo EBX, com mega empresas, num conglomerado de mega corporações nas áreas de mineração, petróleo, energia, logística (estaleiro e superportos), entre outras empregando até então mais de 20.000 pessoas e na plenitude das empresas, quase 100 mil empregados.
Estas empresas são complementares e num modelo gigantesco de verticalização fará com que estas corporações gerem centenas de milhares de divisas para o país a partir de um modelo que ele próprio criou, o "THE ZONE - VISÃO 360°", que norteia todas as suas avaliações de risco, viabilidade e gestão de todos os seus projetos.
Por tudo isso, fiz uma ponte entre a indiferença que tinha pela vida desta figura e admiração pelo extraordinário talento, pela visão diferenciada, pela coragem de ir aonde ninguém foi e realizar o que ninguém realizou, pela competência técnica e comportamental, por ser a maior autoridade em logística deste país e uma das maiores do mundo, por chegar onde chegou, por liderar mega corporações vencedoras, por se cercar de profissionais acima da curva e por principalmente investir tão pesadamente no Brasil.
Indico o livro, vale a pena. Uma leitura fácil, uma conversa franca, uma biografia inspiradora, um cara diferente, de arrojo incomparável e que apesar de paradoxal, tem tempo para os filhos, valoriza as boas amizades e encerra o livro animando a todos na busca pela felicidade.
Sugiro além do livro que vejam dois vídeos no youtube.
http://www.youtube.com/watch?v=zJYyFGc_2U0
http://www.youtube.com/watch?v=O0uk9c_qDJ4

DIVIRTAM-SE e que sirva de inspiração para quem quer empreender com sucesso

quarta-feira, 18 de julho de 2012

ANTES TARDE DO QUE NUNCA PARA NÃO PARAR DE VEZ.

Nas minhas andanças por várias cidades (na maioria das vezes a trabalho), tenho me deparado com o problema comum que assola as grandes metrópoles brasileiras. O Caos Urbano, mais especificamente o trânsito travado, quase parando. No centro do problema, a falta de investimentos governamentais em transportes coletivos, a inexistência de uma área de inteligência que repense a engenharia de tráfego, somados ao intenso aumento na frota de novos veículos que adentram as nossas ruas e avenidas todos os dias.
Melhor seria que a proatividade dos governos se encarregasse de resolver ou minimizar drasticamente o problema, sem precisar da pressão que vem da sociedade e por último dos grandes eventos que acontecerão no Brasil.
Salve, salve o milagre da Copa!!

terça-feira, 17 de julho de 2012

INDIGNAÇÃO


Em dezembro de 2005 escrevi esta coluna para uma revista paulista quando morava em Sampa, abordando e defendendo uma legislação mais dura e firme para com os crimes políticos, com o mesmo rigor da legislação aplicada a crimes hediondos. Relendo o texto quase 7 anos depois, reafirmo e ratifico minha linha de pensamento quanto a esta questão, mesmo sabendo que trata-se de algo utópico, pois esperar altruísmo da classe política é uma tremenda viagem na maionese.
Independente disso, reproduzo abaixo o texto que publiquei em dezembro de 2005 e que para mim está vivíssimo e atual.
Assinei a coluna CENÁRIOS ECONÔMICOS por mais de 4 anos e a convite do editor da revista, estarei escrevendo novamente a partir de julho.

CENÁRIOS ECONÔMICOS
Nacélio Maia

A CORRUPÇÃO E O CRIME HEDIONDO
(Qualquer semelhança não é mera coincidência)

É sabido que a corrupção não é um problema somente do Brasil, mas permeia o mundo inteiro, porém no nosso País, endemicamente, a sua ação ganhou elevado requinte de criatividade, transformou-se em prioridade e ganhou uma dimensão estratosférica.
Não podemos precisar, mas seguramente o dinheiro desviado pelas vias da corrupção representa um orçamento gigantesco, superior ao de qualquer dos ministérios, portanto cifras que seguramente poderiam proporcionar importantes avanços na qualidade de vida de um enorme contingente de cidadãos do nosso País.
Dentre as causas deste problema visceral, podemos apontar como principal vilão a impunidade e a leveza da nossa legislação.
Os corruptos e corruptores das diversas esferas do poder, seja público ou privado, deitam e rolam, exatamente porque sabem que a justiça brasileira não os alcança. Quando muito, os obriga a gastar uma pequena parte do dinheiro que surrupiaram, com advogados, que a rigor é café pequeno quando comparado aos milhões roubados, portanto baseiam as suas ações na tese de que o fim justifica os meios e também na certeza de que o crime compensa. Uma lógica imoral, hediondamente criminosa e perversamente covarde.
E então entram em cena algumas questões infantilmente lógicas, que poderiam ser utilizadas para atacar o problema de forma frontal e eficaz, porém o corporativismo, especialmente da classe política, impede que avancemos em leis mais rigorosas de combate ostensivo ao grande mal do nosso Brasil.
Vejamos: Porque que os políticos cassados podem voltar após dois mandados afastados? Porque após a cassação nada mais acontece e fica tudo por isso mesmo? Porque o benefício da renúncia para aqueles que seguramente voltarão na eleição seguinte? A renúncia nada mais é do que um reconhecimento de culpa, mas mesmo assim o cara vai a plenário e atenta contra a nossa inteligência dizendo abertamente: hasta la vista imbecis! I’ll be back! Só um intervalo para os comerciais e volto já! Que absurdo, que vergonha, que vexame. É a própria legalização do crime, a institucionalização da tramóia, a propaganda do delito que vale a pena.
Quanto aos corruptores, contra esses é que a legislação pega mais leve ainda e incoerentemente são aqueles que derivam do crime de corrupção outras espécies de delitos graves, como queima de arquivo, subornos milionários e assim vai caminhando o nosso Brasil, de crime em crime, de CPI em CPI, de impunidade em impunidade.
Sem usar de uma visão radical, pois sou contra radicalismos e extremismos, mas não seria o caso de encararmos a corrupção com a mesma ênfase dos crimes hediondos, pois quando milhares de crianças morrem em diversas regiões do País por conta de verbas que nunca chegam ou quando idosos também perecem ante a falta de recursos que são desviados pelas vias da corrupção, não estaria assim caracterizado o caráter hediondo destes crimes? Que nome se dá ao crime premeditado, arquitetado e planejado com todo requinte de frieza já sabendo as conseqüências nefastas que isso vai causar? Não poderíamos caracterizar a corrupção com um crime doloso?
Imaginemos se colocássemos neste elenco, todas as outras perdas provocadas pela ação criminosa daqueles que corrompem e os que se deixam corromper. A vasta lista não caberia nesta coluna. Isso não seria motivo mais do que suficiente para que uma nova legislação fosse imediatamente elaborada para o enfretamento desta gravíssima mazela?
Com certeza sim, mas o corporativismo de quem tem culpa no cartório, de quem tem o telhado de vidro e as mãos sujas, aliado a inércia e a falta de vontade política para bater de frente com o problema e assim minimizar expressivamente o seu impacto na sociedade, torna essa bandeira apenas um sonho na nossa mente, uma utopia e acreditar no altruísmo dos nossos políticos é o mesmo que acreditar em Papai Noel, no Saci Pererê, na cegonha e coisas do gênero. Ao menos dá para acreditar em Ali Babá, que com o passar dos anos se acompanhou não apenas de quarenta, mas de incontáveis gatunos que praticam a luz do dia as mais variadas atrocidades contra o cidadão comum, pobre mortal e que vive a mercê do nada, que se alimenta apenas de esperança e da crença de que um dia possa viver num País mais justo, política e socialmente correto e que trata com dignidade todos os seus filhos (todos).
Este País, o seu povo e a sua sociedade precisam avançar. Por favor, abram caminho

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A VIDA NA SUA ESSÊNCIA

Recentemente tive acesso a esta ministração acerca de uma série "E se Jesus não tivesse nascido", de autoria do Pastor Ivan Saraiva. Nesta última pregação o pastor aborda o tema Jesus e a Crueldade, expondo de forma muito clara as atrocidades e males cometidos por homens sem Deus contra a humanidade. 
Somando as vidas ceifadas por Hitler, Stalin e Mao Tsé Tung, foram mortos quase 130 milhões de seres humanos, pois a ausência dos valores cristãos abre para os insensíveis a vida, todas as possibilidades, inclusive a de praticarem tamanhas atrocidades. 
A vida, o exemplo e os ensinos do Jesus Cristo de Nazaré só melhora as pessoas.
Até homens como Napoleão Bonaparte, Eistein e Dostoivski reconhecem a vital importância de Deus. Napoleão disse que é impossível governar homens sem Deus, que não reconhecem a existência de Deus. Einstein disse que a relatividade se aplica somente a física, mas não a ética e a moral e Dostoievski reconhece que sem Deus, tudo é permitido.
Sem a vinda e a vida de cristo, a humanidade daria um jeito de se auto exterminar.
Recomendo este vídeo muito sério, bem elaborado e relevante. vocês podem assistí-lo no link http://www.youtube.com/watch?v=9xMsJCfcrdM&feature=player_embedded
Glória a Deus por Jesus Cristo de Nazaré, pela sua vida na nossa vida, pelo seu extraordinário legado que dura para sempre, pela sua morte e ressurreição que dá sentido a nossa fé, pelas suas misericórdias que se renovam a cada dia, pelo seu amor ágape, incondicional e de tal forma imenso, que a nossa capacidade humana não consegue alcançar. Obrigado Jesus por se importar conosco de uma forma tão intensa, por ser este Deus relacional, que nos conhece intimamente e que está conosco em todos os momentos até a consumação dos séculos.

sábado, 2 de junho de 2012


VERGONHA FUTEBOL CLUBE
PRIMEIRO TEMPO
É incrível o que estes “ex atletas em atividade” Ronaldinho Gaúcho e Adriano fizeram com os últimos clubes por onde passaram.
Um rastro de irresponsabilidade, de descompromisso, de imenso desrespeito a agremiações, jogadores colegas e especialmente ao torcedor.
Caçadores de contratos milionários, numa mera estratégia de ganho, sem uma mínima contrapartida aos clubes que se mobilizam, movem céus e terra, fazem muitas vezes esforços quase impossíveis para presentear as torcidas e ao invés de um futebol de alto nível e títulos, recebem de volta um comportamento deplorável e anti profissional de quem já deveria ter encerrado suas carreiras, uma vez que a prioridade com a farra, as noitadas, as orgias e tudo mais que nada combina com a vida de um atleta é sempre maior que o interesse em cumprir suas responsabilidades profissionais.
Sim, estes ex jogadores em atividade já deveriam ter parado. São milionários e podem bancar seus desejos. Porém não têm o direito de tratar a nação de torcedores que tanto aspiravam com suas contratações, com tamanho desleixo e até de uma forma debochada, que na essência reflete o caráter destes “caras”.
Jamais me vi escrevendo em defesa de cartolas e dirigentes de clubes de futebol, mas neste caso, o cenário de tamanho desrespeito e de visível covardia por parte destes jogadores nos impulsiona a registrar nossa análise crítica, apesar de também reconhecermos uma certa razão por parte do Ronaldo e Adriano, uma vez que os pactos financeiros firmados não foram integralmente cumpridos.
É verdade que o combinado não é caro, mas é verdade também que antes dos furos por parte das diretorias, estes ex atletas em atividade já haviam aprontado mil e uma mirabolâncias extra campo, comprometendo os seus desempenhos profissionais e prejudicando os seus clubes nos resultados.
O que o Adriano fez com a Roma, com o Corínthians e agora vai novamente fazer com o Flamengo é inaceitável. Clubes que emprestaram sua tradição visando a reconquista da sua tão falada autoestima e foram imensamente prejudicados. Igualmente o que o tal R10 acaba de fazer com o Flamengo é também motivo de indignação.
O pior é que tão logo estes imbróglios passam, logo aparecem vários outros clubes manifestando interesse em tê-los e assim caminha a humanidade. Ronaldinho e Adriano, craques do VERGONHA FUTEBOL CLUBE.

SEGUNDO TEMPO
Mais um show de descaso, incompetência e de uma criminosa acomodação. Agora a entidade gestora do futebol brasileiro deixa a ver navios todos os clubes que disputam as séries C e D do Brasileirão, num flagrante de caos, abandono e de uma tremenda baderna.
A CBF não sabe, não tem nem noção de quando se iniciará ou se até teremos estes campeonatos em 2012, deixando um rastro de incontáveis e insuportáveis prejuízos a clubes, dos quais na sua grande maioria, são verdadeiras nações de torcedores apaixonados.
E quem paga esta conta? Quem custeará salários de atletas, de funcionários, quem arcará com as despesas regulares destes clubes de futebol?
Será quem não teremos nenhuma grande voz que se levante contra este descalabro?
Não seria o caso de até mesmo consagradas entidades que militam a favor da sociedade organizada se envolverem neste problema grave? Não seria o caso do Ministério Público agir, independentemente da vontade ou da ação dos clubes?
Esta tropa de elite que patrocina o caos em nome dos próprios interesses não pode ficar impune. 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

CENÁRIOS ECONÔMICOS


ECONOMIA

O PIB deverá apresentar relevante aceleração ao longo do segundo semestre de 2012 e, com isso, a inflação poderá voltar a ficar pressionada muito além do centro da meta. Com a proximidade do fim do ciclo de queda da taxa básica de juros, estamos avaliando que diminuiu o potencial de ganho extraordinário com a renda fixa prefixada em comparação à recomendação do mês passado.

A alocação de uma parcela de recursos em estratégias baseada em índices de preços contribuirá para a melhor diversificação dos investimentos, visando a retornos acima da inflação em horizontes mais longos de tempo. As expectativas dos agentes econômicos em relação ao futuro da economia podem afetar variáveis-chave para o desenvolvimento do País, tais como investimento e geração de novos postos de trabalho, cujo acompanhamento dessa tendência é de fundamental importância.

Embora os empresários estejam menos otimistas com relação ao desempenho geral da economia, de seu ramos de atividade e de seu faturamento, em contrapartida, a perspectiva de contratação de novos empregados permaneceu praticamente estável e houve aumento nas perspectivas de lucro das empresas e na disposição dos empresários de pequenos e médios negócios em investir.


Considerando os diferentes ramos de atividade, verifica-se uma queda significativa no otimismo do setor de Seviços. Já a confiança do empresário de pequenos e médios negócios dos ramos industrial e comercial permaneceu praticamente estável. A confiança do comércio passou de 73,2 pontos no quarto trimestre de 2011 para 73,1 no primeiro trimestre de 2012 e a confiança da indústria variou de 73,5 pontos para 73,4 no mesmo período.
A capacidade das empresas de pagarem suas dívidas em dia deve crescer no primeiro semestre de 2012. Após aumentar 19% em 2011, a inadimplência tende a recuar nos próximos meses, segundo o Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência das Empresas, divulgado nessa segunda-feira (13). 

O indicador caiu 1,8% em dezembro, a quinta queda consecutiva, sinalizando uma redução nos próximos meses.
Quem abriu o próprio negócio no último ano tem muito a comemorar. A mudança no teto da receita bruta anual do Simples Nacional foi aprovada, passando de R$ 36 mil para R$ 60 mil e as agências de apoio aos micro e pequenos empresários têm sido cada vez mais procuradas para dar suporte às novas empreitadas.

Reflexo disto, 15.856 trabalhadores saíram da informalidade no Brasil já na primeira semana deste ano, somando-se aos 1.871.176 cadastrados no programa Empreendedor Individual. A aposta de se tornar empreendedor já é vista por quem entende do assunto como uma opção de carreira, ao lado do funcionalismo público e do trabalho em empresas privadas.